Tempo de caminhar, tempo de mergulhar mais fundo, tempo de juntar as pedras, tempo de silêncio e espera, tempo de cuidar, tempo de irrigar, tempo de escuta áquilo que Deus fala e vai falar, tempo de discernimento, tempo de amar, tempo de cuidar de quem se ama, tempo de ousar em Deus, tempo de vencer medos, tempo de voar cada vez mais alto, tempo de buscar os mais altos ideais, tempo de ser mais de Deus, tempos de ordem de batalha, tempo de espera, tempo para pedir mais o Espírito Santo, tempo de submeter a minha vontade áquilo que Deus quer, tempo de ser obediente, tempo para vencer, tempo para fazer novos amigos, UM TEMPO NOVO, tempo de viver coisas novas, tempo de ser diferente, tempo de ser santo, tempo para ser católico, tempo para conhecer mais a igreja, tempo de viver a alegria do Espírito Santo, tempo para desafios, tempo de regar a planta e cuidar, tempo para parar de julgar, tempo de amar, tempo de amar e tempo de amar, tempo de ser feliz. Tempo, tempo, tempo!
Diante dos milhares de peregrinos que se fizeram presentes na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVIproclamou hoje, Domingo Mundial das Missões, três novos Santos que se entregaram por completo ao anúncio apaixonado do Evangelho e ao serviço ao próximo.
Em uma solene cerimônia na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI canonizou o beato Guido Maria Conforti (1865-1931), Bispo da Parma (Itália), e Fundador da Pia Sociedade São Francisco Javier para as Missões Exteriores; Dom Luigi Guanella (1842-1915), conhecido como o “Apóstolo da caridade”, sacerdote italiano Fundador da Congregação dos Servos da Caridade e do Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência; e à espanhola Bonifácia Rodríguez de Castro (1837-1905), Fundadora da Congregação das Servas de São José.
Em sua homilia, o Santo Padre recordou que o Senhor deve ser parte fundamental da vida cotidiana de cada fiel: “Ele deve estar presente como diz a Escritura, penetrar em todos os estratos de nosso ser e enchê-los totalmente: o coração deve saber Dele e deixar-se tocar por Ele, e assim a alma, as energias de nosso querer e decidir, assim também como a inteligência e o pensamento. É um poder dizer ‘já não vivo eu, mas é Cristo quem vive em meu’”.
O Papa destacou de São Guido Maria Conforti seu abandono e confiança nas mãos do Senhor para ir anunciar pelo mundo o amor de Deus a quem ainda não o tinham recebido.
“Sua vida esteve marcada por numerosas provas”, disse Bento XVI. Dom Conforti sendo ainda um menino teve que superar a oposição de seu pai a que ingressasse no Seminário, “dando prova de firmeza de caráter ao seguir a vontade de Deus”.
O Santo Padre convidou logo a aceitar a Deus com docilidade como o santo, “acolhendo-a como indicação do caminho esboçado para ele pela providência divina; em toda circunstância, ainda nas derrotas mais mortificantes, soube reconhecer o intuito de Deus, que o guiava a edificar seu Reino, sobre tudo na renúncia de si mesmo e na aceitação cotidiana de sua vontade, com um abandono confiante cada vez mais pleno”.
“São Guido Maria Conforti manteve fixo seu olhar interno na Cruz, que docemente o atraía para ela; ao contemplá-la, ele via abrir-se de par em par o horizonte do mundo inteiro, percebia o ‘urgente’ desejo escondido no coração de cada homem, de receber e de acolher o anúncio do único amor que salva”.
“Ele foi o primeiro em experimentar e testemunhar o que ensinava a seus missionários, quer dizer, que a perfeição consiste em fazer a vontade de Deus, seguindo o modelo do Jesus Crucificado”, explicou Bento XVI.
Bento XVI sublinhou também as qualidades do Apóstolo da caridade: “graças à profunda e contínua união com Cristo, na contemplação de seu amor, Dom Guanella, guiado pela Divina Providência, converteu-se em companheiro e mestre, consolo e alívio dos mais pobres e débeis”.
“Que este novo Santo da caridade seja para todos, em particular para os membros das Congregações fundadas por ele, modelo de profundidade e síntese fecunda entre a contemplação e a ação, assim como ele mesmo a viveu e pôs em marcha”.
“Elogiemos e demos graças ao Senhor porque em São Luis Guanella nos deu um profeta e um apóstolo da caridade”, afirmou Bento XVI.
A vivência humana e espiritual de Dom Guanella sintetiza-se, explicou o Santo Padre, nas últimas palavras que pronunciou o santo antes de morrer: “in caritate Christi”.
“É o amor de Cristo que ilumina a vida de cada homem, revelando que ao dar-se a si mesmo ao outro não se perde nada, mas sim se realiza plenamente nossa felicidade”, assegurou o Papa.
“Que São Luis Guanella, ajude-nos a crescer na amizade com o Senhor para ser em nossos tempos portadores da plenitude do amor de Deus, e promover a vida em toda sua manifestação e condição, permitindo que a sociedade humana se converta cada vez mais na família dos filhos de Deus”, expressou Bento XVI.
O Papa se referiu logo, em espanhol, a Santa Bonifacia, que sofreu injustiças e desamparo por ser uma mulher trabalhadora em seu tempo.
Bento XVI recordou uma passagem da Primeira Carta aos Tessalonicenses de São Paulo para referir-se ao trabalho evangelizador desta nova Santa espanhola: “quando são Paulo escreve a carta, trabalha para ganhar o pão; parece evidente pelo tom e os exemplos empregados, que é na oficina onde ele prega e encontra seus primeiros discípulos. Esta mesma intuição moveu Santa Bonifacia, que desde o início soube unir seu seguimento de Jesus Cristo com o esmerado trabalho cotidiano”.
“Trabalhar como tinha feito desde pequena, não era só um modo para não ser uma carga para ninguém, mas supunha também ter a liberdade para realizar sua própria vocação, e lhe dava ao mesmo tempo a possibilidade de atrair e formar a outras mulheres, que no trabalho podem encontrar a Deus e escutar sua chamada amorosa, discernindo seu próprio projeto de vida e capacitando-o para levá-lo a cabo”, disse logo o Papa.
As servas de São José nasceram em um ambiente de humildade e simplicidade evangélica, e que ao imitar ao Santo Custódio no lar de Nazaré, assumem-no como uma escola de vida cristã.
O Papa ressaltou ademais que a “Madre Bonifacia, que se consagra com ilusão ao apostolado e começa a obter os primeiros frutos de seus afãs, vive também esta experiência de abandono, de rechaço precisamente de suas discípulas, e nisso aprende uma nova dimensão do seguimento de Cristo: a Cruz”.
O Santo Padre indicou que a nova Santa é um modelo do trabalho de Deus, “um eco que chama a suas filhas, as servas de São José, e também a todos nós, a acolher seu testemunho com a alegria do Espírito Santo, sem temer a contrariedade, difundindo em todas as partes a Boa Notícia do Reino dos céus”.
“Encomendamos à sua intercessão, e pedimos a Deus por todos os trabalhadores, sobre tudo pelos que desempenham os ofícios mais modestos e em ocasiões não suficientemente valorizados, para que, em meio de seus afazeres diários, descubram a mão amiga de Deus e dêem testemunho de seu amor, transformando seu cansaço em um canto de louvor ao Criador”, concluiu o Santo Padre.
O Sumo e Eterno Sacerdote. Torna-se o representante legítimo de Cristo. Quando preside a celebração dos sacramentos, principalmente a Eucaristia e a reconciliação, ele age in persona Christi, ou seja, na Pessoa de Cristo, fonte de onde provém a vida para todos os membros da Igreja. Por isso mesmo, quando na Celebração da Eucaristia, ele diz: “Isto é o meu corpo” e “este é o cálice do meu sangue”, o pão e o vinho se transformam no Corpo e no Sangue de Cristo pelo poder do Espírito Santo. Da mesma forma, quando, na celebração do sacramento da reconciliação, ele diz: “Eu te absolvo de teus pecados”, é o próprio Cristo quem perdoa. Dessa primeira consideração, já podemos tirar uma conclusão prática: se o sacerdote está identificado sacramentalmente com Cristo, seu estilo de vida deve ser o estilo de vida de Cristo. Aqui se encontra a razão teológica e espiritual para o carisma do celibato, o qual aproxima o estilo de vida do sacerdote ao estilo de vida de Cristo: celibatário, casto e virgem. Além disso, o sacerdote é o ministro da santificação. Para usarmos a expressão do apóstolo São Paulo, ele é o dispensador dos mistérios de Deus, dos bens salvíficos que nos chegam pelos sacramentos O sacerdote governa o povo a ele confiado não como funcionário, mas com a autoridade do pastor. O rebanho não pertence a ele, mas a Cristo. Cronologicamente, o Ano Sacerdotal terminou na Festa do Coração de Jesus. Seu objetivo, porém, deve permanecer na vida de toda a Igreja: a oração pela santificação dos sacerdotes.
Das muitas coisas que nós seres humanos ouvimos, todas por mais que não nos lembremos, elas ficam registradas em nosso cérebro, memória RAM. Que nos possibilita através de boas experiências, ou más a abrir janelas ligth ou janelas killers, a única certeza, segundo Augusto Cury, na inteligência multifocal é de que podemos somente reeditar as nossas memórias, e nunca deletá-las, eu aprendi isso lendo um de seus livros - "Nunca desista dos seus sonhos". Mas, dentre tantos livros seus, Augusto Cury descreve os relatos.
Augusto cury é um psiquiatra magnífico que nos passa histórias, palavras que tocam o mais íntimo de meu ser, com seus livros pude me defrontar muitas vezes, e a amar as pessoas no modo que elas são. Expondo minhas ideias, e não impondo-as, como fazia; Cury, em todos os seus livros nos traz a história de Jesus - o seu maior líder. Através de Jesus podemos ver o quanto somos amados, o quanto Deus é Deus e eu sou o adorador, de uma maneira poética e sensível, ele fala de um modo simples e sofisticado sobre as atitudes, gestos de ousadia que o Líder dos líderes teve.
Bem, vou citar um trecho de seu livro.
"Certa vez uma mulher foi pega em adultério. Arrancaram-na da cama e arrastaram centenas de metros. (...)
Jesus estava dando uma aula tranquila na frente do templo. Havia uma multidão ouvindo. Ele lhes ensinava que o ser huano tem um inestimável valor, que a arte da tolerância é a força dos fortes, que a capacidade de perdoar está diretamente relacionada á maturidade das pessoas. Suas ideias revolucionavam o pensamento humano, por isso começou a ter muitos inimigos. Trouxeram-lhe uma mulher adúltera. A intenção era apedrejá-lo juntamente com ela, usá-la como isca para destrui-lo.
Ao chegarem com a mulher, a multidão ficou perplexa, destilando ódio, comentavam que ela fora pega em adultério. E qual era a sentença dela.
Se Jesus dissesse: - "Que seja apedrejada".
Ele livraria a sua pele, mas destruiria seu projeto transcendental, ou se Jesus dissesse:
- "Não a matem!"
Ele e a mulher seria apedrejados, pois ia contra a tradição deles. Diferente do que muitos pensam a 1ª frase que Jesus disse não foi: -"Quem não tem pecado atire a primeira pedra".
Essa foi a 2ª resposta.A 1ª foi o não dar resposta, foi o silêncio.(...)
Só o silêncio pode conter a sabedoria quando a vida está em risco.
Nos primeiros 30 segundos de tensãocometemos os maiores erros de nossas vidas. Ferimos quem mais amamos. Por isso o silêncio é a oração dos sábios. Para o Mestre dos Mestres, aquela mulher, ainda que desconhecida, pobre, esfolada, rejeitada publicamente, era a mais importante do que todo o ouro do mundo, tão valiosa como a mais pura das mulheres. Era uma jóia raríssima, que tinha sonhos e por isso valeria a pena correr riscos para resgatá-la. (...)
Ao optar elo silêncio, Jesus optou por pensar antes de reagir. (...)
O silêncio de Jesus deixou todos perplexos, levando cada um diminuir a raiva, da tensão oxigenando a racionalidade deles. (...)
Jesus chama a adúltera de mulher, coloca-a um status nobre, o de um ser humano. Ele nem quiz saber com quantos homens ela dormiu. Jesus deixa bem claro que a oessoa é maior que os seus próprios erros.
Jesus compreendeu logo falando dos acusadores, e que se ninguém julgara ela, talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julgá-la, mas não o fez.
Jesus disse mais: - "Vá e refaça seus caminhos".
Essa frase acaba com os alicerces da psicologia, psiquiatria e da filosofia. Ele não a fez escrava, a fez Livre."
(Livro - "A ditadura da beleza e a revolução das mulheres" - páginas 96,97,98,99 e 100 com adaptação).
Somos cheios do Espírito quando nos colocamos a serviço
Chegar à Solenidade de Pentecostes é celebrar a plenitude da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua vitória sobre o pecado e a morte, ao vir sobre a Igreja reunida se cumpre à promessa de Jesus: “Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes esta ordem: 'Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar, quando eu disse: 'João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo'" (cf. Atos 1,4-5). Quando o Espírito Santo vem sobre a Igreja reunida com Maria e os Apóstolos, ela vive no seu nascimento, na Solenidade de Pentecostes, a plenitude da Páscoa, que os fez testemunhas da vida nova, e isso pode acontecer hoje comigo e com você.
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Ao receber o Espírito Santo não devemos monopolizá-Lo, Ele não é um Dom somente para nós, nem somente para a Igreja, Ele é um DOM para todos. O Espírito Santo que nós recebemos e juntamente com Ele os Dons e Carismas, que são manifestações d'Ele, são para que imediatamente nós nos coloquemos a serviço, a serviço da Igreja e dos irmãos. Por isso, a experiência com o Paráclito aconteceu em comunidade, nunca com uma pessoa sozinha, pois Ele é o animador e santificador da comunidade dos cristãos, da Igreja. É impossível fazer uma experiência com o Espírito de Deus fora da comunidade, esse foi o ambiente escolhido pelo Pai e por Jesus, é o ambiente adequado para que Ele [Espírito Santo] venha e nos faça irmãos, servos e testemunhas do Evangelho.
Nós não somos monopolizadores do Espírito, somos "difusores" d'Ele. Por isso, o recebimento do Espírito Santo só é autêntico para quem se coloca a serviço, este, sim, O recebeu e O dá de maneira abundante, como o fez Jesus, como o fez Maria e os apóstolos. Não seja monopolizador do Espírito, eu não sou “a pessoa inspirada”, “o inteligente”, “o cheio de dons”, não! É possível reconhecer se somos cheios do Espírito Santo quando nos colocamos a serviço dos irmãos, aí vamos dar provas de que somos pessoas conduzidas por Ele.
É hora de intensificarmos nosso pedido: Vinde, Espírito Santo! Vinde sobre nós pessoalmente. Vinde sobre toda a Igreja. Vinde sobre toda a cristandade. Nesta semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, vinde sobre nós católicos, sobre os ortodoxos, sobre os evangélicos. Vinde sobre a humanidade inteira. Rezemos clamando nestes dias de preparação para a Solenidade de Pentecostes pelos sete dons do Espírito de Deus: SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, CONSELHO, FORTALEZA, CIÊNCIA, PIEDADE E TEMOR DE DEUS:
DOM DA SABEDORIA
“Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu? E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo? Assim se tornaram direitas as veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos” (Cf. Sb 9,16-18).
Vinde, Espírito de sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar os bens celestes e antepô-los a todos os bens da terra.
Oração: Ó Deus Todo-poderoso, concedei-nos o Dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais gostemos das coisas divinas e, abrasados no fogo do vosso amor, prefiramos com alegria as coisas do céu a tudo que é mundano e nos unamos para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por amor. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.
DOM DA INTELIGÊNCIA
“Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o maligno não o toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. (1 Jo 5,18-20).
Vinde, Espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente Para que entenda e abrace todos os mistérios da fé e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.
Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom do Entendimento, para que pela luz celeste de vossa graça, bem entendamos as sublimes verdades da salvação e a doutrina da santa religião. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.
DOM DO CONSELHO
“Ouve os conselhos, aceita a instrução: tu serás sábio para o futuro. Há muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que se realiza” (Pr 19,20-21).
Vinde, Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, torna-me dócil às inspirações e guiai-me sempre pelo caminho dos divinos mandamentos.
Oração: Ó Deus, concedei-me o Dom do Conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolhamos o que mais vos agrada e sigamos em tudo vossa divina graça. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
DOM DA FORTALEZA
“Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: 'Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força'. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (II Cor 12,7-10).
Vinde, Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e dai à minha alma o vigor necessário para resistir ao pecado e ao maligno.
Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom da Fortaleza, para que desprezemos todo o respeito humano, fujamos do pecado, pratiquemos as virtudes da fortaleza com santo fervor e afrontemos com paciência e mesmo com alegria de espírito os desprezos, prejuízos e perseguições. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
DOM DA CIÊNCIA
“Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra! Vossa majestade se estende triunfante, por cima de todos os céus. Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles? Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o universo. Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra”! (Sl 8,2. 5-7. 10).
Vinde, Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use senão para vossa glória e salvação de minha alma.
Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom da Ciência, para que conheçamos cada vez mais a nossa própria miséria e fraqueza, a beleza das virtudes e o valor inestimável da alma e para que sempre vejamos claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de evitá-las. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
DOM DA PIEDADE
“Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão. Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura” (I Tm 4,6. 8).
Vinde, Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor a Deus.
Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom da Piedade, para que aprendamos a amar-vos como nosso Pai e a todos os homens como nossos irmãos. Por Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo.
DOM DO TEMOR DE DEUS
“Meu filho, se acolheres minhas palavras e guardares com carinho meus preceitos, ouvindo com atenção a sabedoria e inclinando teu coração para o entendimento; se tu apelares à penetração, se invocares a inteligência, buscando-a como se procura a prata [...], então compreenderás o temor ao Senhor, e descobrirás o conhecimento de Deus, porque o Senhor é quem dá a sabedoria, e de sua boca é que procedem a ciência e a prudência” (Prov 2,1-6).
Vinde, Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de vossa divina majestade.
Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom do Santo Temor, para que sempre nos lembremos com suma reverência e profundo respeito da vossa divina presença, e evitemos praticar tudo quanto possa vos desagradar. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Deixe suas intenções em comentários e rezemos sem cessar: Vinde, Espírito Santo!
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